Cinema é a maior diversão... Não é comercial de T.V. é uma verdade! Na semana passada (ou a duas semanas) assisti "Sherek", gosto da animação, vi o primeiro o segundo, terceiro e agora o quarto... Ufa. Esse último tem uma históriado tipo "lição de vida", é aquele filme pros pais dizerem aos filhos "olha aí, não reclama da vida, pode piorar!"
Porém ainda é o humor que prevalece, ainda bem, me provocou muitas risadas, eu ria como as crianças. No geral sou assim, vivo cada emoção intensamente, se estou triste, fico triste pra valer e se estou feliz a felicidade também é pra valer! Não sei se isso é bom ou ruim, também já deixei de tentar entender! Me dei conta disso essa semana, onde fiz um teste para um emprego, desses piscotécnicos, eram 155 perguntas (porra), e eu deveria responder com respostas prontas, que eram "totalmente característico", "nada característico", "pouco característico", "indiferente", "característico"... Com isso comecei a responder as perguntas, que eram coisas do cotidiano... Do tipo "você gosta de chamar a tenção?", "É um lider nato?", "É você quem decide o que vão fazer quando está com os amigos?"... Essas e tantas outras eu marquei a opção "Totalmente característico"... Quando as coisas não me agradavam eu marcava "nada característico"... Ao menos tudo isso serviu pra divertir as pessoas que saíram comigo naquela noite de sexta feira apos a minha peça, todos riram muito... E claro, acharam que vou ficar reprovado no teste, pois eu deveria ter marcado outras opções! O fato é que fui sincero! E quando me passam testes como esse... É isso que imagino, que preciso ser sincero! O que fiz na noite foi o que respondi no teste. "Gosta de divertir os amigos com suas histórias?" Sim. "Totalmente característico."
Hoje está um frio muito bom no Rio. O que me remeteu uma vontade de assistir um filme deitado embaixo de uma "coberta" como diziamos nos anos 80. Agora dizemos "edredon", ou derrepente já falavam, sei lá... Sinto saudade dos anos 80. Onde era possível diversão sem internet, sem celular, e tantas outras coisas. A pipoca era feita na panela... As cartas chegavam pelos correios. E as pessoas respondiam! E tínhamos locadoras de vídeo, que eram fitas pra serem colocadas em vídeo cassete. Tive vídeo cassete até 2002. Hoje não temos locadoras, no meu bairro pelo menos só tem uma. E pra completar eu não tenho cadastro nela. O que quer dizer que eu tive mesmo que baixar um filme pra assistir. Mas eu queria assistir um filme antigo, que são os melhores, eu adoro filmes antigos, os atores trabalhavam com amor ao que faziam, pra inicio de conversa, eram atores e não... Tudo que temos hoje em dia por aí.. Mundialmente falando... Eu tenho muitos filmes antigos, de "E o vento levou..." a "Footloose" com Kavin Bacon. Mas eu queria ver um filme do tipo "lição de vida", além de jpa ter assistido a todos que tenho muitas vezes, pois acordei estranho, com o humor pra baixo, desanimado... E aí lembrei de "Marcas do destino", baixei o filme em algumas horas e assisti, no computador mesmo... Que linda história. O roteiro é baseado em uma história real de um garoto que tem uma deformidade rara no rosto, seu crânio não parou de crescer.. E isso o deixou com uma aparência incomum, mas isso não o tornou uma pessoa mal humorada e de "mal" com a vida, nem mesmo a rejeição na escola o deixa desistir de frequentar as aulas, tem uma cena maravilhosa onde sua mãe que é o personagem da ótima Cher, contrata uma prostituta para satisfazê - lo sexualmente, para que ele tenha na verdade sua primeira noite de amor. E ele não o faz, pois queria que fosse com alguém que ele estivesse apaixonado, assim acaba por conversar bastante com a menina que era uma garota perfeita, sem deformação alguma e linda, porém muito pra baixo, muito pessimista... E quem mostra pra ela que a vida vale a pena por algo de bom é esse menino, rejeitado, olhado por todos de forma sempre estranha... E ele diz a ela "não me leve a mal, mas sua vida é uma merda!" Comecei a chorar daí, como eu escrevi anteriomente, vivo tudo intensamente... Pois quantas vezes deixamos de enxergar a vida como algo bom? Ter saúde, ser perfeito fisicamente, ter um lar... Enfim, esquecemos muito de agradecer por termos uma vida satisfatória... Nesse momento agradeci a Deuz por colocar esse filme dos anos 80 na minha vida! Assim voltei a sorrir. E o filme mostrou então a fase boa do menino, o amor chegou pra ele... Uma menina linda, porém cega... E o beijo dos dois é uma cena linda. Um verdadeiro beijo de cinema. Chorei novamente com a cena onde ele a ensina a "ver" as cores... Pois sua cegueira era de nascença. Ele usa objetos. Com isso ele passou a não ser o único com problemas na história. Não vou falar mais, caso o leitor queira assistir o filme. Que é antigo, porém vale muito a pena. O final é obvio. Porém o filme está longe de ser um drama daqueles onde você chora o tempo todo... (meus primos riam em várias cenas quando passava na rede Globo). É um filme de um garoto feliz... Que não aceitou sua limitação como uma tragédia eterna. E muitas vezes fazemos isso. Sem perceber. Nos limitamos. Aceitamos tudo como um peso! É fato. A vida só passa uma vez, precisamos colocar isso em prática... E agora to vivendo isso intensamente! A "busca" da felicidade que já encontrei faz tempo!
Totalmente característica a nostalgia em dias frios, William. Em mim, totalmente característica a nostalgia. Saudade sinto do vídeo-cassete, do cinema arte, do telefone convencional e do cobertor (não o edredon que nos remete aos atuais reality shows, onde, o charme que havia nos anos 60, 70 e 80 não se faz presente). Marcas, não do destino, mas do tempo. Tempo que, embora tenha seu peso, também nos mostra de uma forma de outra novas cores.
ResponderExcluirSabias palavras Marcio!
ResponderExcluirGrande abraço!!